No Algarve, as suas férias ganham toda uma dimensão. Muito para além do seu carácter turístico, o Algarve é a casa de algumas das cidades mais históricas do território nacional.
Por toda a região, é ainda possível desvendar os encantos e segredos da história de Portugal. História essa que o tempo não consegue apagar. Da presença romana à longa herança deixada pelo povo Muçulmano, da conquista cristã à grande epopeia dos Descobrimentos Portugueses, há muitas razões pelas quais este passado histórico tão notável deve ser redescoberto.
A “Capital do Algarve”. Faro, localizada na região litoral do sul de Portugal, é um dos destinos turísticos favoritos para a realização de férias de verão na Europa.




Faro mantém um forte registo da presença islâmica na região, estando ainda de pé, as muralhas do Castelo. Contrariamente ao que acontece com outros castelos, as muralhas da antiga cidade de Faro, atualmente chamada Vila-Adentro, estão situadas numa parte baixa da cidade, perto das docas. Tal localização, com vista direta para a Ria Formosa deve-se ao facto de, antigamente, tal ser a principal fonte económica da cidade.
Ideal para passar algum tempo a admirar os incríveis iates em exposição, permanente, na marina. Mesmo ao virar da esquina encontra-se o Cais de Porta Nova, de onde os barcos partem em excursões pela Ria Formosa.
A Igreja de Nossa Senhora do Carmo, inaugurada no ano de 1719, é considerada um dos mais importantes monumentos religiosos da região. A Capela dos Ossos integrada no seu interior, foi construída em 1816 e alberga as ossadas de um cemitério próximo.
Anteriormente conhecido como Museu Arqueológico, este edifício está inserido no magnífico Convento de Nossa Senhora da Assunção. Localizado num antigo bairro judeu da cidade, este edifício apresenta uma arquitetura renascentista.
Localizado numa zona histórica de cidade, a Catedral de Faro, construída sobre as ruínas da Igreja de Santa Maria, este edifício mantém ainda a torre e a entrada ogival impecavelmente preservadas.
Um grande sistema de lagos que se estende ao longo de 60km. É a zona húmida mais importante do sul de Portugal, albergando uma grande variedade de habitats. Classificada como zona húmida de interesse nacional, a Ria Formosa é um ponto de referência no que toda à sua avifauna, vegetação, dunas e sapais. Considerada um viveiro de espécies marinhas e um centro de produção de moluscos bivalves.
Lagos preserva nas suas ruas e praças o encanto tradicional deixado pelos romanos e muçulmanos. No local da antiga cidade medieval, as casas mostram muito do seu carácter nas portas e janelas, no ferro forjado das varandas e nos espaços exteriores. É na parte da cidade construída após a expansão marítima que se nota, claramente, o gosto pela Arte Nova, nomeadamente no uso abundante de azulejos.



No centro histórico de Lagos encontra-se uma cidade orgulhosamente portuguesa. Com ruas calcetadas, restaurantes típicos algarvios e uma atmosfera relaxada e acolhedora, Lagos combina na perfeição a cultura tradicional algarvia com maravilhosas praias e modernas instalações turísticas modernas.
Localizada na Baía de Lagos, a Marina tem uma localização privilegiada junto ao centro histórico da cidade. Desde a sua abertura em 1994, as diferentes tripulações de várias nacionalidades que visitam esta Marina acabam por ser os melhores embaixadores que a cidade de Lagos podia pedir.
De todas as praias incríveis existentes na região, é de destacar a Praia Dona Ana, a Praia do Camilo e a Praia dos Estudantes.
Um monumento natural incrível localizado numa zona calma varrida pelo vento e pela erosão marítima. As suas impressionantes falésias e formações rochosas, com formas estranhas moldadas pela erosão do mar, encimadas por um farol, são paragem obrigatória para todos os que visitam a região.
Construção datada do século XIV, mas que, atualmente mantém muito pouco da sua construção original. Neste edifício é possível observar a janela manuelina da qual D. Sebastião assistiu à missa que precedeu a sua partida para Alcácer Quibir.
Em tempos, considerada a capital oficial do Algarve, Silves é uma das áreas mais antigas de Portugal. Silves conserva muito do seu encanto nas ruas da antiga fortaleza, que mantêm um traçado puramente medieval. Os edifícios que se estendem desde as muralhas até ao rio são bons exemplos da arquitetura burguesa associada à prosperidade proporcionada pela indústria da cortiça.



Com mais de mil anos e situado no ponto mais alto da colina em que Silves se encontra, esta fortificação é uma das obras de arquitetura militar mais notável, deixada pela herança árabe.
Apelidada, frequentemente, de Ponte Velha de Silves, estima-se que esta ponte data do século XV. Data que alguns autores justificam pela presença de vestígios de uma estrada romana nas proximidades.
Considerada o “templo mais notável da arquitetura gótica do Algarve”. Este Monumento Nacional foi alvo de um programa de restauro em 2010.
Localizado num edifício que inclui uma secção de muralha e uma cisterna de origem árabe, o Museu alberga uma coleção de achados arqueológicos originários do município, datando desde o paleolítico até ao período medieval.
Situada na costa mais a sul de Portugal, a cidade pitoresca de Tavira é considerada um dos locais mais bonitos de Portugal. A época dos quinhentos marcou fortemente esta região, sendo que, atualmente é possível observar em muitas ruas os vestígios desse passado glorioso. É impossível falar de Tavira sem referir o rio e a atmosfera que a cidade apresenta. A ponte, de origem antiga, é um dos locais a não perder. Desde as portas com gradeamento até ao fino entrelaçamento de madeira (grandes heranças árabes presentes na cultura algarvia), Tavira é um segredo a descobrir.



Esta Praça ribeirinha foi, durante séculos, o mercado dos escravos, onde estes eram comercializados juntamente com peixe e fruta. Atualmente toda a área foi remodelada e está coberta com esplanadas de cafés.
Entre as praias existentes na região, é de destacar são de destacar a Praia da Terra Estreita e a Praia do Barril.
Também conhecida como “Ponte Velha”, é um dos símbolos de Tavira. Apesar de existirem várias teorias sobre a sua origem, a mais provável é a que indica que esta ponte existia numa época anterior ao século III, mas que foi alvo de reconstrução. Atualmente é um ícone de visita obrigatória.
Um dos edifícios históricos mais importantes da cidade, não só devido à sua localização, mas também graças do enorme impacto visual na paisagem, estando destacado bem acima da muralha da cidade. Este edifício religioso veio ocupar uma área periférica do recinto original, onde até ao século XV estava localizado o bairro judeu.